Sei que um dia tudo há de ser diferente
Os campos amarelados se cobrirão em rosas
Os velhos vividos se entreterão em prosas
E a Esperanza de viver tomará rumo ascendente
Sei que um dia eu serei todo indiferente
À dor e dissabor que ressenti outrora
Aos amores falsos que irão embora
E a honestidade será assunto pertinente
Sei que um dia, do nada, assim mesmo, de repente
Hei de encontrar minha cura em raízes
Que hão de me fazer esquecer as cicatrizes
Daquilo que hoje se sente
A opressão não será mais rigorosa
Haverá alegria onde hoje se chora
E haverá tranquilidade como o ressoar de Für Elise
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Isaac
É tão difícil te entregar
Colocar-te sobre uma manta velha...
E [pausa], lançar-te
Confiar na correnteza
Para te conduzir aos lugares certos
Abrir mão de-ti, é como arrancá-la
Mas ainda...
Sei que é o certo
E isso me traz esperança
Mas me dilacerar de ti
É como desunir todos os meus laços
Me desuni de ti há 26 minutos
E pareço ter vivido metade da minha vida... Morto
E quando eu der as costas
Prometa que esticará o pescoço
Para ver se ainda permaneço lá
E quando eu finalmente for
Espero ainda estar...
Aguardando-te-ir
Berrando em silêncio
Não cogitando ir
Errante em ir
Radicando ao horizonte
Sem si
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Sisal
- Maria, porque teu semblante está tão frio, quando teu coração queima em busca de algo? Porque não te preocupas mais? O que as ondas te trouxeram? [pausa] Quais? As mesmas que me levaram, oras - o tempo... as vis lembranças...
***
Mas ainda, aonde está aquele olhar traiçoeiro? Aquela serpente na tua alma, que encantava o bebê de berço, e o levava para o seu leito de morte? O tempo também levou? Amadureces-te? Arrependes-te? [pausa] Isso lhe causa o tempo: toma, e vomita na devolução.
***
Não se trata do que plantamos: afinal, como pode o homem colher maduro, tendo plantado nos firmamentos das rochas? Como pode o homem, esperar vida, tendo plantado na sequidão da morte? Não se trata do que sonhamos, porém, em onde colocamos os sonhos, em quem confiamos, deixamos dar ouvidos. Somos todos traiçoeiros, um dia tudo fará sentido. Aquele sentimento pueril de nos preocuparmos com o que é certo, partirá no momento quio(sic) tempo for cruel conosco e nos tirar a juventude, foge da sabedoria dos Provérbios. Não entende? Não percebes? Vá-te e faça de novo. Arranque todos os frutos antigos, limpe teu coração. E quando ides, não esqueça-te de não olhar o que perdeu, o que fizeste. Prometas a si, começar-te-ei de novo. Vivas como morres, e morras como nasce.
***
Feche Teus Ouvidos para Ouvir: quando achar-te em ti prazer, saisfação. Parta-te, e nunca voltes, nunca cogite, fraqueje. Não vá e venha! Coloque um preço nas suas memórias e deixe que levem, mas apega-te ao que nelas havia de valor. Sê-de como as folhas de sisal, e que seu ciclo seja nascer, viver, e nascer de novo.
***
Mas ainda, aonde está aquele olhar traiçoeiro? Aquela serpente na tua alma, que encantava o bebê de berço, e o levava para o seu leito de morte? O tempo também levou? Amadureces-te? Arrependes-te? [pausa] Isso lhe causa o tempo: toma, e vomita na devolução.
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Não se trata do que plantamos: afinal, como pode o homem colher maduro, tendo plantado nos firmamentos das rochas? Como pode o homem, esperar vida, tendo plantado na sequidão da morte? Não se trata do que sonhamos, porém, em onde colocamos os sonhos, em quem confiamos, deixamos dar ouvidos. Somos todos traiçoeiros, um dia tudo fará sentido. Aquele sentimento pueril de nos preocuparmos com o que é certo, partirá no momento quio(sic) tempo for cruel conosco e nos tirar a juventude, foge da sabedoria dos Provérbios. Não entende? Não percebes? Vá-te e faça de novo. Arranque todos os frutos antigos, limpe teu coração. E quando ides, não esqueça-te de não olhar o que perdeu, o que fizeste. Prometas a si, começar-te-ei de novo. Vivas como morres, e morras como nasce.
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Feche Teus Ouvidos para Ouvir: quando achar-te em ti prazer, saisfação. Parta-te, e nunca voltes, nunca cogite, fraqueje. Não vá e venha! Coloque um preço nas suas memórias e deixe que levem, mas apega-te ao que nelas havia de valor. Sê-de como as folhas de sisal, e que seu ciclo seja nascer, viver, e nascer de novo.
Bring Me To Life

Sentes o frio que arrebata
Aquele que faz a brisa se acolher
Que devasta os dias bons?
Quando não temos onde pisar
Onde nos firmar
Somos levados pela imensidão
Vivemos dentro do vazio
E ele dentro de nós
Sou eu corrupto por negar a esperança?
Me apresentem argumentos
Comprovem com mentiras
Mas ainda pereço na imensidão
Ao menos uma vez
Não me deixe ser levado pelas águas
Segure me como seu último suspiro
E não solte nunca
Me faça uma vez me sentir seguro
Não me deixe que o tempo afete
Não me deixe perecer
Pereça comigo
Essa noite
Pra sempre
Dedicado a Gabriel Vaskz
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Serei
Tudo que pedir um dia
Marcou meu diário, tornou-se memória
Ajudou a construir o meu eu.
Por todas elas no passado
Por aquelas que vou me arrepender
Trairei minha personalidade
Aprenderei a ser melhor.
E toda proteção
E todos os escudos
Caiam ao chão. Vulnerabilizo,
Desconstruo o meu eu.
Tudo que há
Por tudo que tive
E tudo que terei
Serei.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Azeitonas verdes em conserva
olhei em seus olhos.
Dei um beijo rápido,
sorri.
Você levantou.
Disse que era tarde.
"Está frio lá fora",
tentei argumentar.
Mas você disse
"tenho que ir".
E eu deixei.
Deixei você ir.
Se eu soubesse
que seria a última vez
que ficaríamos juntos,
não teria deixado.
Aproveitaria
todos os segundos
minutos e horas
do seu lado.
Mas você se foi.
Deixou um vazio em seu lugar.
Um frio que nem a lareira agora
consegue esquentar.
Por Ron Alon
Beige
Sumiram
As sobrancelhas.
Agora como
Posso eu
Ler tua dor?
Lacrimando
Para ter
A purificação.
Fogo e Gelo
Em contato
Causam dor?
Água rala
Necessária
Ao semblante.
Regadora
Da expressão
Em tua face.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Mercê
Eu sou a ironia
A mentira maquiada
A verdade enganadora
Que trapaça, laceia
Sou a morte
A vida maquiada
Que suspira sem sentir
O que não resta, sobra
Sou o placebo
a divisão da verdade
a apologia da mentira
Que de antemão pede perdão
Esperando algum dia, tua mão
*pausa*
*pausa*
Mas por mais que finja
E desperte em mim ódio
Não consigo enganar seus olhos
Porque eles viram dentro de mim
E nunca mais me deixaram
sábado, 12 de janeiro de 2013
Ah, se Eu Pudesse
Ah, se você pudesse
Iria se você soubesse
Pra lá dentro de mim
Ou fora de nós dois.
E se ao menos quisesse
Saber que sempre esmorece
Ao momento que escurece
E de nós, desaparece.
Paz que esvanece
Amor que me esquece
Sabor que me apetece
Paixão que me cura e me usa
Como se de pedra eu me fizesse.
Pra lá dentro de mim
Ou fora de nós dois
Pra lá te mandei
Onde quis que estivesse
Quis, e tão somente isso.
Iria se você soubesse
Pra lá dentro de mim
Ou fora de nós dois.
E se ao menos quisesse
Saber que sempre esmorece
Ao momento que escurece
E de nós, desaparece.
Paz que esvanece
Amor que me esquece
Sabor que me apetece
Paixão que me cura e me usa
Como se de pedra eu me fizesse.
Pra lá dentro de mim
Ou fora de nós dois
Pra lá te mandei
Onde quis que estivesse
Quis, e tão somente isso.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Pássaro negro
Vi um pássaro
em uma árvore
abrindo seu bico
sem poder cantar.
Um ninho curto
sem nenhuma sente
ali no escuro
sem nada enxergar.
O céu, então, clareou
minha alma, com ele,
conectou.
Tornei-me o pássaro
e voei pelo céu.
Livre, finalmente,
do que me acorrentou.
Mas a neve, traiçoeira,
grudou em minhas asas e
C
A
I
____
Não consegui me levantar.
Não tive forças.
O sol apareceu
a neve derreteu
e alguém me apanhou.
Cuidou de minhas asas,
e quando pude, enfim, voar
decidi ficar. Ter um lar.
E virei humano de novo.
Tirei alguém da solidão.
E o pássaro, de negro,
ganhou cor
e viveu enquanto vivemos.
E morreu, também,
quando morremos.
Por Ron Alon
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
A Chave da Era
O homem desconhecido
Com anos e sonhos trancados
Foi chamado para ser a chave
Para abrir a porta de caminhos futuros
Com vidas, sangue e lama.
Cresceu na desolação com fogo
Afim de salvar a nação
E lutar contra todas as outras
Lutar. Contra todas as outras!
Cobriram o coitado com um fardo tal
Que nele era mantido a minha e a sua vida.
É nele que vamos repousar a cabeça
O manto cheio de sangue e lama?
Nossas vidas serão salvas
Nossas vidas serão justificadas
Nossas vidas tomarão valor
Quando um cair por toda uma nação?
E quando toda uma nação
Levantar-se contra outra
Alguém vai sorrir no fim da batalha?
Não nos dirigimos para milhares de velórios?
Nos dirigimos
Para o fim de uma Era.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Vivo
vivo loucamente,
as vezes de maneira tão insana,
que não sei como vivo.
vivo perdida, absorta
na complexidade de meus sonhos;
ou me encontro
na simples realidade.
vivo profundamente,
as vezes,
vivo tristemente,
felizmente vivo.
vivo confusamente e
contrariadamente,
de maneira que só eu entendo,
ou não.
[Texto por Scarlett]
domingo, 6 de janeiro de 2013
Só se vive uma vez
Vida; unidade de tempo
Breve; mas ainda assim, dura uma vida
Curta; a perenidade é nociva
Longa; é tudo que temos
Desliga as luzes e deixa teu lar
Roda por qualquer desconhecido Boulevard
Tu não sabes o que vais encontrar
Mas sabes que vais te encontrar
Tira um tempo pra quem te quer bem
Copo d’água e afeto não se nega a ninguém
E, se realmente vales mais que vintém,
Ama a teus inimigos também
Tira um tempo e te dedica ao respeito
Se odeias quem não é igual
Eu odeio quem quer ser igual
A graça dessa vida é que ninguém é perfeito
Conhece uma pessoa desconhecida
Salva uma alma perdida
Venha e toma uma bebida…
Sai e vá viver tua vida
Não te pergunta sobre vida após a morte
Pois saiba, que com um pouco de sorte,
Encontrarás teu Norte.
Saiba, que com um pouco de sorte
Haverá vida antes da morte
O Vinho Negro

Seu olhar puro,
Reflete sua alma
Ficou negro com o passar do tempo
A podridão do mundo te atingiu
Como você pode se deixar influenciar tanto?
Como você pode descer tão baixo?
Me diga o porque de toda essa futilidade!
Por favor me explique!
Como você pode enganar tanto?
Como você pode destruir tais sonhos?
Ele era apenas uma criança
O mundo não o matou,
mas você sim
Volte e desfaça o que fez,
devolva a luz aos olhos dele
e doçura em seu coração
seus olhos tão belos
sorriem para mim novamente
Por MaVi Trecco
sábado, 5 de janeiro de 2013
Pobre Pienet
Até Apodrecer
Até quando as cordas estarão empoeiradas
As castas se privarão de cultura
O som sintetizará e modificará
Uma geração expansiva e esmagadora?
Até quando as prateleiras permanecerão intocadas
Completamente empoeiradas?
Se uma porta não é o suficiente
Abra uma janela. Abra outra
Mas deixe o ar agir.
E os livros que voltaram tão rápido às suas prateleiras
De folhas brancas e capas amareladas
Serão eles os feixes de esperança que almejamos
A medida que seguimos ao fim de uma era?
Durante o dia absorvo
Me nutro do bom e do ruim
Após o meu dia escrevo
Peneirando o que me convém
E, com toda a sinceridade, sobram podridões.
E foi por isso que me dirigi à luz.
Pienet
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