Silêncio, tão denso
É tudo que penso
Resposta pra tudo, é tenso
É de um útil imenso
Diz tudo sem falar nada; intenso
Quer tudo sem querer nada; pretenso
Shh… Silêncio.
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domingo, 21 de julho de 2013
domingo, 24 de março de 2013
Sobre viver

Qual é o sentido da vida?
Pergunta o medíocre
A vida precisa fazer sentido?
Indaga-se o sábio
O medíocre procura sentido em tudo
Vive sem fugir de padrões
Padroniza, fugindo de viver
Acha que toda pergunta carece de resposta
O sábio usa a incerteza a seu favor
Mesmo que o destino exista, é imprevisível
Então não há porquê procurar sentido
Uma vez que as coisas não necessariamente fazem sentido
O medíocre teme morrer
Sem saber porque nasceu
Enquanto o sábio sabe que o sentido da vida
É para frente…
sexta-feira, 1 de março de 2013
O Prestidigitador - O livro e a esperança

Este livro pertencia a meu avô
Deve haver algo novo aqui
Mas por favor, Lawrence
Mantenha a chama acesa
Não se trata de ilusão, meu amor
Trata-se da esperança
Faça a mágica acontecer
Deixe a magia te encontrar
Você já fez isso antes
Mantenha o sonho vivo
Mantenha a alma do artista
As pessoas não cansam de ilusões, querido
As pessoas amam se enganar
Leve a magia até elas
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Mixologia
O poeta bebe
O poeta bebe no cálice de sangue dos amantesO poeta bebe na poça de suor dos sofridos
O poeta bebe no rio de lágrimas dos vencidos
O poeta bebe amor
Batido três vezes com licor
Duas no copo
Uma no liquidificador
O poeta bebe dor
Causada ou não pelo fio da faca
Misturada com rum, abacaxi
Depois um copo de açaí
Só pra atenuar o efeito da ressaca
Eu sei que não se recomenda misturar whiskie
O especialista em batidas diz que
Misturá-lo com qualquer coisa faz mal
Mas não se preocupe com o mal
Pois o poeta o beberá até o final
O poeta bebe todo dia
Bebe bravura, bebe covardia
Um sal de frutas, para aliviar a azia
E, depois de tudo, vomita poesia
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Bloodleech
Mame, pequeno ser
Finque seus dentes em minhas veias e sugue minha vida
Aproveite que não posso correr
Aproveite que não tenho outra saída
Sugue enquanto minhas entranhas não se dão por vencidas
Enquanto meus olhos me dizem o que não quero crer
Enquanto minha morte se recusa a morrer
Enquanto não me sobra mão amiga
Sugue enquanto minha carne sente dor
Enquanto eu não morro
Enquanto minha alma se desfaz em terror
Vá em frente, de forma alguma eu corro
Porque eu grito “meu amor”
Ao invés de gritar “socorro”
Finque seus dentes em minhas veias e sugue minha vida
Aproveite que não posso correr
Aproveite que não tenho outra saída
Sugue enquanto minhas entranhas não se dão por vencidas
Enquanto meus olhos me dizem o que não quero crer
Enquanto minha morte se recusa a morrer
Enquanto não me sobra mão amiga
Sugue enquanto minha carne sente dor
Enquanto eu não morro
Enquanto minha alma se desfaz em terror
Vá em frente, de forma alguma eu corro
Porque eu grito “meu amor”
Ao invés de gritar “socorro”
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Esperanza
Sei que um dia tudo há de ser diferente
Os campos amarelados se cobrirão em rosas
Os velhos vividos se entreterão em prosas
E a Esperanza de viver tomará rumo ascendente
Sei que um dia eu serei todo indiferente
À dor e dissabor que ressenti outrora
Aos amores falsos que irão embora
E a honestidade será assunto pertinente
Sei que um dia, do nada, assim mesmo, de repente
Hei de encontrar minha cura em raízes
Que hão de me fazer esquecer as cicatrizes
Daquilo que hoje se sente
A opressão não será mais rigorosa
Haverá alegria onde hoje se chora
E haverá tranquilidade como o ressoar de Für Elise
Os campos amarelados se cobrirão em rosas
Os velhos vividos se entreterão em prosas
E a Esperanza de viver tomará rumo ascendente
Sei que um dia eu serei todo indiferente
À dor e dissabor que ressenti outrora
Aos amores falsos que irão embora
E a honestidade será assunto pertinente
Sei que um dia, do nada, assim mesmo, de repente
Hei de encontrar minha cura em raízes
Que hão de me fazer esquecer as cicatrizes
Daquilo que hoje se sente
A opressão não será mais rigorosa
Haverá alegria onde hoje se chora
E haverá tranquilidade como o ressoar de Für Elise
domingo, 6 de janeiro de 2013
Só se vive uma vez
Vida; unidade de tempo
Breve; mas ainda assim, dura uma vida
Curta; a perenidade é nociva
Longa; é tudo que temos
Desliga as luzes e deixa teu lar
Roda por qualquer desconhecido Boulevard
Tu não sabes o que vais encontrar
Mas sabes que vais te encontrar
Tira um tempo pra quem te quer bem
Copo d’água e afeto não se nega a ninguém
E, se realmente vales mais que vintém,
Ama a teus inimigos também
Tira um tempo e te dedica ao respeito
Se odeias quem não é igual
Eu odeio quem quer ser igual
A graça dessa vida é que ninguém é perfeito
Conhece uma pessoa desconhecida
Salva uma alma perdida
Venha e toma uma bebida…
Sai e vá viver tua vida
Não te pergunta sobre vida após a morte
Pois saiba, que com um pouco de sorte,
Encontrarás teu Norte.
Saiba, que com um pouco de sorte
Haverá vida antes da morte
sábado, 29 de dezembro de 2012
Choro de Julieta
Dói muito ver você partir
Você está agora onde as almas são uma só
Você pegou um caminho de uma mão só
Não vou aguentar viver assim, tão só
Dói muito ver você partir
Se era pra ter partido
Eu queria ter ido junto
Viver minha morte com você pra sempre
Oh, Guardião das almas!
Por que levar meu amor
E me deixar aqui sem amparo?
Por que levar minha alegria
E deixar comigo minha angústia?
O que há guardado pra mim, Senhor?
É pra me fazer sorrir quando me fazes chorar?
Se levas metade de minha vida agora
Levarás a outra metade para o mesmo lugar?
Você está agora onde as almas são uma só
Você pegou um caminho de uma mão só
Não vou aguentar viver assim, tão só
Dói muito ver você partir
Se era pra ter partido
Eu queria ter ido junto
Viver minha morte com você pra sempre
Oh, Guardião das almas!
Por que levar meu amor
E me deixar aqui sem amparo?
Por que levar minha alegria
E deixar comigo minha angústia?
O que há guardado pra mim, Senhor?
É pra me fazer sorrir quando me fazes chorar?
Se levas metade de minha vida agora
Levarás a outra metade para o mesmo lugar?
Dedicado a um casal de amigos.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Sono io il pagliaccio?
Comecei a piada
Mas não precisei terminá-la
As pessoas já estão rindo
Porque eu sou a piada
Sou um animal infeliz
Solitário numa jaula gélida
Cercado por dezenas de pessoas
Que pagam pra me ver definhar-me neste zoológico
Engraçado para os leigos
Interessante para os psicanalistas
Penoso para os piedosos
Melancólico para mim
O respeitável público ri
Afinal, o circo já chegou
O admirável público ri
E eu ainda não vejo a menor graça.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Sobreviventes
Mais um fim do mundo que encaramos
Mais um fim do mundo que eu sobrevivo
“O fim está próximo”, diz o poeta
Talvez o seu. O meu não.
O mundo é uma das melhores festas
Começou sem um propósito definido
E não tem hora pra acabar
Cala a boca e dança.
Mais um fim do mundo que eu sobrevivo
“O fim está próximo”, diz o poeta
Talvez o seu. O meu não.
O mundo é uma das melhores festas
Começou sem um propósito definido
E não tem hora pra acabar
Cala a boca e dança.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Apocalipse, por favor
Acabar?
O mundo não vai acabar.
Quem me dera o mundo acabasse.
Seria muita misericórdia divina
É difícil acreditar que o mundo vai perecer
Quando se sabe que piedade não é seu forte
Não acho que terei tal prazer
Duvido que não haja sofrimento antes da morte
Aliás, já há sofrimento.
Oh, profeta!
Por que estás errado?
Gostaria de explodir
Com quem sofre ao meu lado
Oh, poeta!
Seu porco sem coração
Por que criaste um personagem
Feito pra agonizar de desilusão?
O mundo não vai acabar
Pena.
O mundo não vai acabar.
Quem me dera o mundo acabasse.
Seria muita misericórdia divina
É difícil acreditar que o mundo vai perecer
Quando se sabe que piedade não é seu forte
Não acho que terei tal prazer
Duvido que não haja sofrimento antes da morte
Aliás, já há sofrimento.
Oh, profeta!
Por que estás errado?
Gostaria de explodir
Com quem sofre ao meu lado
Oh, poeta!
Seu porco sem coração
Por que criaste um personagem
Feito pra agonizar de desilusão?
O mundo não vai acabar
Pena.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
O Prestidigitador
Ilusões e truques
As mesmas ilusões e os mesmos truques
Os gritos de "bravo!"
Cada vez mais escassos
Eliza, meu amor
É o fim do Grande Lorenzo
O público não se ilude mais
Eu não me iludo mais
Cansei de alçapões e fundos falsos
O coelho que aparece do nada
Sempre esteve aqui
Cansei de cartas marcadas e moedas tortas
O relógio que some do nada
Nunca esteve aqui...
Continua
Baseado no jogo The Pretender
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Liberdade
Liberdade
Ah, a liberdade
Liberdade que sinto transpirada em tua pele
Inspirada em teu peito
A mim transmitida pelo teu corpo
Liberdade que se manifesta pelo vento em teu cabelo
Que se impõe pelo sorriso em teu rosto
Se sente pela maciez de tuas mãos
Flui por teus lábios
Liberdade que me toca pelo teu toque
Me extasia com teu olhar
Me afaga em tuas coxas
Me retém em teus braços
Liberdade
Ah, a liberdade
Liberdade que sinto contigo
Como se corresse, livre, pela estrada
Mas me acidentasse em tuas curvas.
Ah, a liberdade
Liberdade que sinto transpirada em tua pele
Inspirada em teu peito
A mim transmitida pelo teu corpo
Liberdade que se manifesta pelo vento em teu cabelo
Que se impõe pelo sorriso em teu rosto
Se sente pela maciez de tuas mãos
Flui por teus lábios
Liberdade que me toca pelo teu toque
Me extasia com teu olhar
Me afaga em tuas coxas
Me retém em teus braços
Liberdade
Ah, a liberdade
Liberdade que sinto contigo
Como se corresse, livre, pela estrada
Mas me acidentasse em tuas curvas.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Mas o sofrimento nunca jaz
"In that moment you realise
That something you thought would always be there
will die
Like everything else"
When Anger Shows - Editors
Sinta-se bem-vindo ao Cemitério de animi motus¹
Onde ainda se entoam as cantigas de roda
Das crianças que morreram antes do amor
Onde ainda ressoa o bandolim e o choro
Dos amantes platônicos que agora a terra traga
Bem-vindo à capela mortuária
Onde as orações das mães desamparadas ecoam eternamente
Onde a viúva ainda grita em vão pela volta do amado
Onde o silêncio ensurdecedor dos suicidas é ouvido de longe
Este cemitério tem um lago
Salgado, porque é feito de lágrimas
Frio, porque é cercado por emoções mortas
Seco, porque o lago também está morto
Diariamente visitado por em média zero viv'almas
Visitado por lamentações e angústias
Habitado por melancolia e esquecimento
Seja bem-vindo ao Cemitério de animi motus
Seja bem-vindo ao seu fim
Cicatrizes
Amor do meu dia, dama da minha noite
Me lembro das feridas que você me deixou
Algumas marcas de mordida, uma de açoite
Da noite em que a gente se entregou
Apenas nos sentindo, entre beijos, tapas e mordidas
Sentindo uma dor chamada prazer
Causadora das mais deliciosas feridas
Que com amor, jamais vou esquecer
Aquele dia quando não queríamos parar
Quando nos entrelaçamos, ardendo de paixão
Paixão breve, deliciosa, que começa e termina no colchão
E que me faz nada mais querer lembrar
Só me lembro de quando em você eu 'caí'
E fizemos o que não poderia ser deixado pra depois
Um brinde à coisa mais perfeita que já vi
Um brinde a nós dois
domingo, 9 de dezembro de 2012
Viagem cíclica
Uma nova vida
Vivida na mesma vida
Uma simples mudança de vida
Foi a melhor coisa da minha...
Vida.
Ciclos não são feitos de fins e recomeços
Ciclos são feitos de avaliações e renovações
Ciclos não se terminam
Ciclos melhoram.
Ciclos são círculos
Círculos, que por sua natureza cíclica
Círculos são ciclos
Não têm fim, nem começo
Ciclos têm a duração exata
Da inexatidão
Um ciclo significa precisamente
Qualquer coisa...
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Poupa-me
Poupa-me de tuas liras
Liras de amor, liras de sentimento
Que quando analisadas mais adentro
Desmascaram meras mentiras
Se não diferencias um romance de um momento
Se achas tão legal jogar palavras ao relento
Se queres repetir vencidas ideias antigas
Simplesmente nada digas
Fingir sentimentos não te faz sobrehumano
Não te consideres diferente;
Porque achas que sente
Não és algo além de um ser mundano
Que insiste em um assunto reticente
Mas ao invés da reticência levar ao pensar
Ela simplesmente diz que não se deu fim ao pensamento
Pois em seu falso amor, nada há dentro
E ninguém estás conseguindo enganar.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Rotina
Acordar, trabalhar, comer, trabalhar, dormir
Acordar, trabalhar, comer, trabalhar, dormirAcordar, trabalhar, comer, trabalhar, dormir
Acordar, trabalhar, comer, trabalhar, dormir
Acordar, trabalhar, comer, trabalhar, dormir
Viver?
domingo, 25 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Recado de Jekyll van Tango
Levante a cabeça
Espero que não tenha desistido
Não se esqueça
Que todo problema pode ser vencido
Levante e siga em frente
Isso não vai acontecer duas vezes
E os mais aguerridos dos combatentes
Serão agraciados pelos deuses
Levante sua mão fechada
E peça imediatamente aos céus
A mais afiada espada
Para salvar honestos réus
Levante
Por mais que ninguém reconheça
Você é seu próprio herói
Levante novamente a cabeça
Porque a garra do guerreiro
Nunca se destrói
Espero que não tenha desistido
Não se esqueça
Que todo problema pode ser vencido
Levante e siga em frente
Isso não vai acontecer duas vezes
E os mais aguerridos dos combatentes
Serão agraciados pelos deuses
Levante sua mão fechada
E peça imediatamente aos céus
A mais afiada espada
Para salvar honestos réus
Levante
Por mais que ninguém reconheça
Você é seu próprio herói
Levante novamente a cabeça
Porque a garra do guerreiro
Nunca se destrói
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