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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Fracassado Pienet



Eu vim me explicar.

Pense no bem e no mal.
Sim, na dualidade.
Pense na manifestação mais abstrata disso no mundo.
Onde um ocupa,
o outro se ausenta,
certo?

Pois não é desse jeito que falo de Pienet.


Pense na antítese.
Concretize esse ideal,
de que exista um material antitético.



Agora, ocupe essa ideia com dois exemplos.
A morte
e a vida,
a luz
e as trevas,
a impulsão...

e o retraimento.


Desconstrua
a
certeza
de
que
opostos
se
atraem,

e visualize que ambos andem juntos.




Essa é a visão de Pienet.
Pienet é um velho de mente cansada que acredita que suas palavras tem valor. Ele preza por seus arquivos mais do que preza por sua própria vida. Sozinho, vive como um notívago. Ama a natureza, repudia a tecnologia, não se dignifica para encontrar um verdadeiro emprego... quem é esse que se debruça sobre a escrivaninha na madrugada de uma segunda feira e se envenena com a tinta que caiu sobre os papéis avulsos espalhados por toda a superfície?
Esse é Pienet. E Pienet, meus caros... Pienet é meu fracasso.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pienet, a Ideia e o Antigo Riacho de Cores Vivas


Não me corresponde...O concreto e o ideal.
Pode flutuar sobre minha cabeça...                                                               ...Algo tão sem exatidão.

Posso absorve-lo e fixa-lo sem brandal
Classifica-lo como mais um entre um milhão.

E se eu usa-lo, vou destrinçá-lo
Podá-lo, quebrá-lo
Juntá-lo e concertá-lo
Jogá-lo ao ralo.

Não é meu papel que tudo seja claro
Só me resta tentar ser claro com o que tenho
Que geralmente, não é claro. Mas, é raro,
Nos tantos abstratos do desempenho.

Produziremos, mas não temos insumo
Aéreos, mas com o pé no chão
Perdemos, assim, o rumo
Da ideia que tivemos em vão.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Pobre Pienet


Os livros, as cordas, as prateleiras permanecerão
Até Apodrecer

Até quando as cordas estarão empoeiradas
As castas se privarão de cultura
O som sintetizará e modificará
Uma geração expansiva e esmagadora?

Até quando as prateleiras permanecerão intocadas
Completamente empoeiradas?
Se uma porta não é o suficiente
Abra uma janela. Abra outra
Mas deixe o ar agir.

E os livros que voltaram tão rápido às suas prateleiras
De folhas brancas e capas amareladas
Serão eles os feixes de esperança que almejamos
A medida que seguimos ao fim de uma era?

Durante o dia absorvo
Me nutro do bom e do ruim
Após o meu dia escrevo
Peneirando o que me convém
E, com toda a sinceridade, sobram podridões.

E foi por isso que me dirigi à luz.

Pienet

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Póstumo Pienet


E eu acreditava que "Viver é estar nos mais altos patamares de mansidão!" - Confuso Pienet.

E então eu atingi meu objetivo solene. Não diligencio por Mansidão. Ela me alcançou, eu estendi a mão e estamos juntos agora.

Poucos acreditariam em como foi. Poucos acreditariam em toda a passagem que fiz para chegar aqui, onde estou, onde escrevo minhas obras póstumas. 

Não existe rascunho algum na Terra de onde vim. Não existem palavras minhas sequer a serem publicadas. Comigo levei todo o meu arquivo e é daqui que escrevo.

"Minhas palavras descansam em algum riacho de cores vivas. Meu pensar implora por descanso, mas não posso fazê-lo. Preciso dele todos os dias. Meu arquivo, minhas palavras e meu pensar se tornaram o que gosto de chamar de escape. Posso afirmar que a vida sem estes é inimaginável ultimamente." -Confuso Pienet

Oh, vida! Mas, que vida? Ah, sim.... a vida. Não pulsa minhas artérias, não me dá fôlego para respirar. Só permaneceu vagando pelo mundo, quando se separou de um corpo jogado em uma escrivaninha. Um tinteiro sobre a cabeça e uma pena na mão esquerda do canhoto Pienet.

Antigamente falava eu da minha confusa forma de compreender o mundo. Agora compreendo da forma mais clara o mundo que estou agora. Mundo dos mortos? O Hades de minha vida?
Tinha medo do que minha boca, da qual eu perdi todo o controle enquanto vivo, pudesse dizer as pessoas e aos membros da minha família. Morto, tenho todo o controle da minha boca. E, se alguma criatura divina me concedeu essa capacidade novamente, é para me explicar que a usarei. Tenho tanto para contar, tanto para escrever... O morto que vos fala está pronto para reviver as memórias passadas.

Pienet

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Morto Pienet


O ar é rarefeito
Numa depressão
Onde ninguém
Respira.

A cidade é cinza
Apesar das luzes
Que destroem o que
Inspira.

Não se vê mais
Ninguém observa
Há o ponto de fuga
E nada mais além
Na visão da rua.

Transpira
E nada além disso.

Transgrida
Meu mundo intocado.

Destrua
Da minha palavra.

Finaliza
Com Meu Labor.

Acaba
Com minha vida.

Pienet

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Admirado Pienet


Admirado Pienet



Mais uma vez eu me encontro em um parque qualquer, nos arredores da cidade. Mais uma vez, essas únicas vezes nas quais saio do meu quarto. Já era tarde mas eu ainda podia sentir a alegria das flores a espalhar vida. Sentado no chão, como todos as outras vidas ao meu redor, perdi muito de meu tempo acariciando o verde abaixo de meus pés. E notar o quanto este é leve, o quanto perceptível se torna a palma da minha mão quanto mais a acaricio. Percebia cada vez mais que aquilo ja estava se tornando necessidade. Grama. Nunca estes encontros foram tão valorosos quanto ultimamente. A vida e o contato com ela me faziam reconhecer o quanto insignificante alguém como eu era para o todo que estava envolta. Se eu ao menos não existisse... e o jardim vivesse sem meus abusos de pseudo-superioridade.
Mas é duro mentalizar eternamente o tudo.
Avistei um cemitério. Soltei a grama. Minha mão ainda sentia como se estivesse a acariciar. Bom como eu não me acostumo com tal sensação e posso sempre fazer dela nova, e de certa forma arquivar isso no fim do dia. Quanto mais me aproximava dos grandes portões a sensação ia desaparecendo, e passei a coçar minha mão. Aquele é o tipo de arte que me instiga e me chama a atenção. Aquela posição de elementos, os detalhes que percebia em cada centímetro do portão eram incrivelmente instigantes. Andando rápido, estendi a mão para caminhar enquanto meus dedos esbarravam no portão. Em cada estalar de um dedo com o ferro das barras algo me dizia que eu deveria entrar. Minha curiosidade desejou pela leitura de epitáfios, se é que continuam a redigi-los.
Ignorei o coveiro. Afinal, naquele momento minha boca não se abriu. Comum. Não me recordo qual centro cultural, qual museu ou casa de arte pôde me fazer tão impressionado. A morte do ferro, a morte do homem e o nascer da lua, unido com as jovens e vividas flores... estavam a me chamar para uma dança. Uma dança de rodopios e contorções, de passos largos e proximidade exagerada. E pus a me inspirar.
Não tenho medo da morte. Talvez a ridicularidade que o homem apresenta e leva na busca da essência de tudo possa ter o tornado cego. Cego de vida, e com as bocas cheias de Sobrevivência, se é que alguém possa entender esta ultima citação... Enfim! Me recuso a pensar na morte como algo medonho e que deve ser levado a questionamento. Sou tão feliz com minhas verdades que não discuto com a distância que nós seres vivos temos com a morte.
Mas que bela visão! Uma estátua de anjo no meio do cemitério. No caminho percebo que não gosto de estar alí apesar de tudo. Os dois braços daquele anjo estavam contornados pelo que tenho certeza ser uma Antigonon leptopus. É claro que estava alí, contornando os baços do anjo, por ação do homem. O verde e o rosa enfeitavam a estátua presos no que posso chamar de fio. Esta espécie se ramifica dessa forma especial, delicadamente e sem chamar a atençao. Quando estou contornando o centro do cemitério vejo que atrás da cabeça do anjo vive uma Vanilla. Nunca antes vi uma Vanilla tão grandiosa, esta não cabia na palma da minha mão! Posso dizer que estas flores se opõe sobre as orquídeas em aspectos fisicos e simbólicos.
Quem ama não reconhece. Quem ama não compreende, nunca se tem ciência total da própria situação e negará. Estes que amam, sentem. E a sensação já não pode ser menos do que uma verdade absoluta na terra. A única, e não falo mais em verdades absolutas. Não tenho como explicar, simplesmente não reconheço de onde vem o amor, e esta sensação que tenho perto da natureza passa com toda a certeza de um simples sentimento. O meu Complexo persinte como uma emoção crua, o meu Confuso implora por descanso. Mas o meu Admirado intensifica as menores das paixões. Valoriza o mais tedioso dia. Inveja seu falar e se diminui para o resto da vida.

Pienet

terça-feira, 20 de março de 2012

Displicente Pienet

Displicente Pienet



O que seria deste que vos falar sem essas flechas negras apontadas para mim?


No concerto da vida o artista precisa se apresentar muito profissional. o mais profissional possível. Sentados, os que assistem são de todos os rótulos possíveis, de todos os olhares, capazes de se encontrar em uma platéia. De gostos e virtudes totalmente diferentes, construídos separados e unicamente sem iguais. Cada pessoa ali não segue nada além das virtudes da sua presente época e não ousam sequer se mostrarem deslocados de um modelo, para que possam se excluir da platéia idealista. Se o artista não se mostra profissional ao publico, vai ter que ceder aos prazeres e preferências destes. Mas, se também não o fizer vai temer consequências.
Cada época carrega virtudes tao diferentes... impossível se estabelecer eternamente confortável neste enredo de fases, lotado daqueles que nos assistem e nos observam.

O publico vê 
O publico assiste, da nota e julga
O publico aprende, se emenda e se faz um só
O publico toma lição. Acostumada, toda uma plateia tem muito o que ensinar.


O publico leciona, quando o artista não é mais capaz de aprender.
DECIDE o concerto.


Só não decide quando o concerto pode ou não continuar.
Esse público...é muito familiar.
Mas é claro! São aquelas pessoas! Tenho a impressão de que certas pessoas desta platéia imploram para que eu as odeie. Quando realmente reflito sobre esse fato percebo que na verdade eu não sou capaz de me adequar a elas. Estou tão longe da fronteira... que chega a me irritar. E isso ocorre desde que me tornei Expansível.


>holofotes acesos<


Meu eu displicente é frio e perceptivo


-Nunca antes fui obrigado a não medir meus esforços! Quem são vocês para penetrar nos ideais de minhas decisões? Vão, façam seu trabalho. Apontem para mim, flecha, tudo que há de podre no meu ser e ameace corroer a mim e meus conhecimentos. Desde quando tomei o poder em me fazer displicente pude evitar de sofrer pude evitar os hematomas. Além do mais, vou usufruir do que já tenho antes de buscar por mais. Não sou o tolo que senta ansioso neste lugar somente para poder gritar alguns nomes de baixo calão ou para fazer jus aos ideias que carrega de sua época. Não sou tolo. Sou aquele Pienet esquisito, estranho. Sou atualizado.

Pienet

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Franco Pienet

Franco Pienet



Na Vivência e na Convivência
Nunca estamos preparados para mais um novo flash.
Assim, inesperado.
Procuramos sempre
tentar sermos os mais espontâneos possíveis.
Afinal, não existem tantas coisas com as quais
Me importo mais do que minhas recordações.
Na Vivência e na Convivência
Estou sempre me alertando, me preocupando
Com minha carta maior,
a Sinceridade.
Reciproca e Mútua, se for possível?
Por isso tomo as pessoas
Como minhas experiências desde então....
...desde a pouco, a muito pouco.

Não vou sorrir, não vou chorar, implorar. Não vou exaltar ou engrandecer, como meu próximo, e odiado, lado negativo. Não vou demonstrar-me infielmente para todo o sempre. Pelo menos não os farei infielmente a mim –que deseja tanto por tal Sinceridade.

Realmente ninguém guarda consigo aquelas memórias de Ira da Lua Nova anterior a essa. Nesse quarto, minhas tão raras visitas são recebidas com total análise, investigação. Dentre tantos estes resultados asseguro-me que não são necessários superpoderes ou a ausência de um dos nossos sentidos para descobrir tanto das pessoas...

...Quem sabe até de minha pessoa.



 Descobri que a mente fechada não vê o novo flash, o novo instante agradável para ser retratado. A mente fechada se fecha mais e mais.

Já viu um retrato com uma descrição, algo do tipo:

"nós a matamos com nosso próprio e estrondoso ódio"?

Não há quem deseje emoldurar e adernar sua sala com más memórias, não há porque fazê-lo. Mas não as iluda com tamanha falsidade de um homem comum, amigos humanos! Lembrem de meu arquivo e do espaço dele, não vejo erro oferece-lo a vocês

Pienet.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Impaciente Pienet

Impaciente Pienet


Os holofotes centralizavam dois únicos personagens.

-Correntes, porque não dão liberdade as ondas de vida que transbordam, incessantemente, deste rapaz?

O garoto se sente frio, e perde o foco de sua apresentação. Naquele momento, era sua fala. O outro personagem insiste:

-Porque? Poderia me responder?
Em suas mãos a poesia mais fria de toda a sua história na capela. Letra grossa, minúscula, sem sentido ou vontade. Decide guardar palavras tão fracas e perdidas.

-Que poesia? –disse o sábio rapaz – "Que Poesia? Retire uma rosa deste canteiro, com cuidado. Com um pincel, cubra suas pétalas de várias cores, sem as escolher anteriormente. Junte um pouco de terra, água e recoloque-a no jardim. Agora espere para que ela exale aroma, espere para que suas pétalas sejam consumadas pela tinta, que a rosa volte a viver com fidelidade junto à natureza. Perceba que deu a ela um fim. Isto já não é mais uma preciosa representação de pureza de uma linda criação. Você a transformou. Agora ela é o que quiser, mas procure mudar seu nome, já não mais a rosa que retirou.

Que poesia? Aquela rebuscada, que se alarga e comprime. Nas linhas da folha de papel, sem motivos verdadeiros. Sem um brilho, uma cor; e pouco contraste. Está mexendo com arte, tome cuidado! Não se esconda de razão qualquer que vá trazer um pensador aqui novamente. Melhor, este estado novamente.

De onde se tira palavras avulsas, jogadas ao léu? Quando deitado sobre a mesa (mãos vazias, olhos cansados, mente embriagada) Imploro por mais uma gota de sensibilidade para manuscrever, nesta sensação que me recorda de uma estranha obrigação. Ah, assustador Instante de luz!

Que uma gota, que me falta na gaveta e neste bloco sem fim, entre em contato com essas cabeças pensantes que me observam atentamente. Eu não estou à frente de um movimento, lutando por uma razão abrangente e tão heroica. Não precisei batalhar pela prata, e quando a usufruo só tenho o direito de mesma meta. Aqui agindo, estou do meu jeito, afim de dar um ponto final nesta folha. Que absorveu um pouquinho de cada pedaço meu.


Deixe-me voltar a minha busca por luz. Não abrangi o que quis neste momento."

O rapaz se volta à porta de saída. E, em um silêncio profundo, parado na porta de saída, grita: "Este sou eu, o velho sábio. A jovem criança, a inocente criança que a ultima coisa que quer é chamar a atenção. Voltem seus olhos ao palco, eu tenho algo que preciso escrever."



Pienet

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Expansível Pienet

Expansível Pienet

Liberdade
Tolerância
Crítica
Poesia
Arte
Luz



A questão é: Não para!
Se expande, continuamente. Como o espaço, se expande para todos os lados.
E parte Eternamente! Abranjo mais um pouco de luz, mais um pouco deste brilho ofuscante tão perturbador, tão chocante, inesperado, anômalo, extraordinário.
Que me chama, sem cessar. Está tudo arquivado, para eventual consulta.
Me sinto tão bem, mesmo sabendo que não sou mais capaz de ver o fim da fronteira.
Daqui, de onde estou, o espaço está totalmente ocupado por uma fina névoa. Através da névoa posso ver um astro a brilhar.
Enquanto ele estiver, vou procurar por ele. Sem impedimentos, percebo que não tenho obstáculos para crescer.
O Astro a brilhar. Este astro está longe demais! Não me importo, chegar até ele não é meta de ninguém. Contudo, estou sempre a cumprir minha contínua meta.
Quanto mais próximo dele estiver sei que será melhor. Se tornou um vício. Parece que existe algo em mim que pede por todo esse movimento.
Expando-me para suprir-me. Uma percepção misteriosa age dentro de mim, que pede por mais.
E mais, pois essa percepção reconhece quando necessito de luz.

Este sou eu: louco, mas brilhante.

Meus horizontes estão sendo mais deliciados por mim.
A extrema importância que coloquei neles praticamente pode me definir. Define tão bem que me asseguro  da ofuscação mental.
Não podia estar mais feliz com isso! Torno-me mais claro, e sei que logo mais estarei  escuro. E assim, adiante, me encontro num universo de fases.
Vários ideais me controlam e me modelam. Mais um feixe me toca, e este foi de extrema grandeza.
Pelo jeito absorvi tudo que precisarei neste instante para continuar a me expandir infinitamente mais.
Não é como sentir, é muito menos complexo que isso. Tomo mais como lição, que tiro de mim mesmo.

No fim das contas, me tornei um mestre na arte da Tautologia. Certo?

Pienet


sábado, 14 de janeiro de 2012

Complexo Pienet

Complexo Pienet

Hoje não vim por expressão, ou para arquivar alguma memória patética. Vim para me explicar.
Não encontrei sentido em me explicar em forma de palavras, mas sinto como se fosse necessário. Passei algumas horas ao ar livre antes de voltar para casa. Como de costume termino o dia em minha escrivaninha.


Enquanto houver cor nas partículas de vida que o Sol ilumina neste belíssimo jardim de borboletas brancas, ainda haverá razão para todo esse sistema complexo funcionar. Continuarei com minhas metas frágeis para serem compridas.  Ainda terei motivo para enxergar, para contemplar. E mais tarde, reservar um tempo, uma pena e um papiro. E escrever. Ainda existirão aqueles que compreenderão minhas palavras, e que de mil e uma formas diferentes as usarão para preencher um fragmento de complexidade espiritual em seu interior. Essa arte, que simplesmente cabe a mim a escrever, é tão pura de defeitos que posso ser simples e intenso nas mesmas proporções. Meu objetivo nunca foi ser complexo. Meu objetivo é que se forme complexidade através dessa arte. Arte! Patético que sou, chamo meu arquivo recheado de palavras de arte.  Dentro da minha mente tento sempre significar um momento. Que me dói, dói. Persinto como uma emoção crua. Isso me machuca, mas me contenta. Na verdade, é uma das poucas coisas com as quais posso me contentar após encher minha mente de ressentimento. Nem sempre dor, nem sempre felicidade. Poucas vezes denúncia e sempre procura por mansidão.

Pienet II


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Confuso Pienet


Confuso Pienet

-Nem eu compreendo minha forma de compreender o mundo. Tem algo em minha boca que me faz sentir mal. Minha boca abre quando  quer e fecha quando este algo alcança seu objetivo. Desde então carrego tinta e pena nos bolsos do meu casaco.
É lua nova, sinto como não tivesse ido dormir. Lá fora o breu é vazio. Estou desorientado, não abalado. Entenda isso de uma vez! Minhas palavras descansam em algum riacho de cores vivas. Meu pensar implora por descanso, mas não posso fazê-lo. Preciso dele todos os dias. Meu arquivo, minhas palavras e meu pensar se tornaram o que gosto de chamar de escape. Posso afirmar que a vida sem estes é inimaginável ultimamente.

''É preciso sentir. Alguma coisa. Sinta e você perceberá  o quão belo é o som das batidas de seu coração! Cada batida está relembrando que dentro do peito de cada um de nós um complexo sistema que trabalha por vida. Vida esta que vai indo, e indo por razões. Razões e objetivos. Unindo o sentimento de Viver podemos continuar no caminho de nossas metas. Elas existem e se tornam base de sobrevivência.''

-Honrou seu respirar hoje? Ao menos contemplou a beleza das borboletas ao pousar nos lírios do jardim? Quanta arte existe ali. Enquanto ignora Pienet que sou faria tudo por um feixe de vida. O contemplaria ao máximo enquanto sinto inveja de suas tão belas viseiras. Abra a janela de outra forma, tente honrar o presente que tem. 

''Acumulamos oque chamamos de tempo e percebemos nesta caminhada o quão importante nos tornamos ao final das contas. Uma razão deve existir para que continuemos pisando em solo firme e planetário. É necessário lembrar de que nesta cruzada entre emoção e raciocínio o homem tende a relacionar, a elevar e falhar conosco. Cada vida ao nosso lado só está ali para, de alguma forma ou de outra, nos tornar melhor do que já somos.
Quando estamos melhores nos sentimos melhores. Quando nos sentimos melhores procuramos por vida em intensidade. Mas ao provar dessa intensidade sempre queremos elevar seu nível. Percebemos como é sublime aprender a viver, como é belo acumular memórias. Só oque procuramos é vida. Vida abundante. E que seja com intensidade, de preferência abundante.''

-Ninguém deseja a morte. Há dúvida, questionamento. Não haveria se todos soubessem que nela se localiza o raio mais intenso de vida. Mas que isso fique salvo em meus arquivos. Já basta transcreve-los para papiro.
Não vê? Viver é estar nos mais altos patamares de mansidão! Não estão todos cansados de ler e ouvir que Eu Procuro Por Mansidão?
Eu Procuro Por Mansidão!!!
A questão é: não é para todos.  Vida não é para aqueles que não conseguem suportá-la. Juro me dedicar a ajudar estas almas. Neste enredo de drama quero reunir aqueles bons homens na chama que vive em meu peito. Quero amar aqueles bons seres por todo meu respirar. Vou me diminuir para que uma vida possa crescer e me amar.


Pienet l