Blogroll

About

Blogger news

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Mas eu não desejo isso



É inevitável e meticulosa
A proximidade que a sépia incorpora
Na falta de concordância
No erro gramatical
No ato de fazer um typo
Mas eu não desejo isso.

É incessante a devoção pelo que é meta
No espaço limitado onde não há lugar
Para o que não abrange
Para o que encerra
Para o que se espera
Mas eu não desejo isso.

A satisfação se desvanece
E a impressão se vai
O que causa sensação não marca
E o que um dia nos entusiasmou
Desfalece
Mas eu não desejo isso.

...

Eu não desejo isso.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Fracassado Pienet



Eu vim me explicar.

Pense no bem e no mal.
Sim, na dualidade.
Pense na manifestação mais abstrata disso no mundo.
Onde um ocupa,
o outro se ausenta,
certo?

Pois não é desse jeito que falo de Pienet.


Pense na antítese.
Concretize esse ideal,
de que exista um material antitético.



Agora, ocupe essa ideia com dois exemplos.
A morte
e a vida,
a luz
e as trevas,
a impulsão...

e o retraimento.


Desconstrua
a
certeza
de
que
opostos
se
atraem,

e visualize que ambos andem juntos.




Essa é a visão de Pienet.
Pienet é um velho de mente cansada que acredita que suas palavras tem valor. Ele preza por seus arquivos mais do que preza por sua própria vida. Sozinho, vive como um notívago. Ama a natureza, repudia a tecnologia, não se dignifica para encontrar um verdadeiro emprego... quem é esse que se debruça sobre a escrivaninha na madrugada de uma segunda feira e se envenena com a tinta que caiu sobre os papéis avulsos espalhados por toda a superfície?
Esse é Pienet. E Pienet, meus caros... Pienet é meu fracasso.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Canto Autêntico



Há um som
que profundamente soa dentro do meu peito
Há uma frequência
que eu sintonizo somente para mim
Há um acorde
que poucos ouviram soar
Há uma nota
que se esconde através de um tecido translúcido.

Eu tenho uma música
que pode ser difícil de ouvir
Tenho uma canção
que talvez seja minha ruína
A sinceradade de um tom
que poucos hão de conhecer
A verdade de uma música
que preza por compreenssão.

Se você ouviu meu canto autêntico
Ou se afastou, ou se aproximou.
Ou me pré-conceituou, ou se imersificou(sic)
Dentro dele pôde fielmente me aceitar
Na verdade, no segredo, na discrição
Do meu canto autêntico, eu pude me conhecer.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Você(s)















Sem relação de proporcionalidade
temperatura específica
pressão atmosférica
Seu estado muda a cada instante

Sem chuva ou Sol
flores e relvas
estalactites nem frio
flores secas ou brisa
Suas estações não avisam quando chegam

Sem certeza de chão
paredes para me apoiar
janelas para respirar
Me firmar em você não é mais prudente
que construir minha casa de areia



sábado, 21 de junho de 2014

Sou de todo, Objetivo

















Eu dei todos os passos possíveis
Analisei o mundo e suas variantes de toda perspectiva
Viajei tempo, espaço, confrontei a matéria
E ainda estou aqui.

Tentei ir para "lá", mas quando chegou;
Permaneço aqui.
Tentei esperar amanhã, mas quando chegou;
Ainda é hoje

Me esforcei para chegada do logo
Quando chegou, notei que já é agora
Não posso me abandonar e visitar logo adiante
Me carrego, sendo sina

O tempo é paradoxo
Me condicionando a mim.
A solidão é antinomia
Pois nunca me abandono.

Sou um vetor no tempo
E não posso fugir do agora
Vivo-o. Aqui!

"A separação de passado, presente e futuro é apenas uma ilusão" Einstein 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Trais

















Trêmulo, falho nas palavras.
Estou enfim, exaustado
Carregado pelo meu passado
Sem amigos à ponta da carruagem

Vago na minha mente
Me constranjo com minhas lembranças
Tudo me repudia
Remete-me a mim

Transportado para o chão sólido
Sinto-me forma volúvel
Transduzindo como corrente
Um jorro sanguíneo

Vejo a faca resplandescente, agora
Atrai-me como mariposa
Pousa sob meu peito
Lastimo o oxigênio roubado

A terra leva-me tão profundamente
Que na inércia, fico insensível
Não mais frio que já era
Defuntado
Não mais só que era
Parto.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Ao Pé do Inverno


Mas então
Depois de toda essa experiência
Até aqui
O que nos custou tudo isso?

As lágrimas que retemos 
As cicatrizes que abrimos
Os sentimentos que enterramos
Fases e fases atrás? 

Do que me adiantou simplificar
Tudo que sempre complexei 
Do que adiantou prolixar(sic)
Se escancarei tudo mais tarde?

Ah, eu não sei
Se evoluí, se regredi
Se foi compensador mergulhar
Onde só fluí e fluí
Até cansar
E morrer
Ao pé 
do 
Inverno.