
Trêmulo, falho nas palavras.
Estou enfim, exaustado
Carregado pelo meu passado
Sem amigos à ponta da carruagem
Vago na minha mente
Me constranjo com minhas lembranças
Tudo me repudia
Remete-me a mim
Transportado para o chão sólido
Sinto-me forma volúvel
Transduzindo como corrente
Um jorro sanguíneo
Vejo a faca resplandescente, agora
Atrai-me como mariposa
Pousa sob meu peito
Lastimo o oxigênio roubado
A terra leva-me tão profundamente
Que na inércia, fico insensível
Não mais frio que já era
Defuntado
Não mais só que era
Parto.
Adorei!
ResponderExcluirum assunto corriqueiro nos seus poemas ultimamente, só q dessa vez foi maestral! Eu gosto dessa auto-avaliação, lindz
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