Silêncio, tão denso
É tudo que penso
Resposta pra tudo, é tenso
É de um útil imenso
Diz tudo sem falar nada; intenso
Quer tudo sem querer nada; pretenso
Shh… Silêncio.
domingo, 21 de julho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Virtual
Me questionaram sobre tu
Se eras real, se...
Se posso tocar-te, sentir-te
Ter-te, ouvir-te
Surgiu pois dúvida uma
Sobre o que era real
Devera, onde vivo, não me movo
Sequer, transpasso
É superficial, vazio!
Entretanto acheguei-me a ti,
e o fiz pela superfície plana e virtual,
O que está por fora, é por sua vez, superfície
O mundo físico, é superficial
Entretanto, o mundo pelo qual te encontrei...
Não estava ao alcance dos olhos
Estava debaixo das mais densas camadas de ti
Estava por detrás de toda sua obscuridade
Devera, não sinto teu toque, não ouço tua voz
Mas por sua vez, tua poesia exprimida em canto...
Tocou-me. E sua voz, eu ouvia no pulso da tua mais velha cantiga
Olhar nos teus olhos? Tenho sempre esse prazer
Creio que os olhos sejam a passagem da carne para a alma
E de alguma maneira, encontrei essa passagem, minh'alma.
You can see it with your eyes
Oh, even in the dark" - Brick By Boring Brick
Para Gabéz
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Meio
Tenho uma meia dúvida, senhora
Uma meia conspiração a ti
E basta meia página pra contar-lhe
E há só um meio de te falar
E para que não sobeje lágrimas...
Serei ríspido nas palavras:
"Querida...
Sinto, pois, deixar-lhe informações incompletas
Mas sinto que poupar-te do fardo;
Seja, pois, de maior prudência.
Não nego-lhe o fato, que é em demasia meu apreço por ti
Entretanto, sabes que o vento é inusitado
Ele tema em levar o dente-de-leão
E deixar intacto, o cacto
Carcome as mais verdes plantas
E nunca derruba o ímpio
E traiçoeiro assim, ele nos separará
Nos fará em pedaços
E assim, jogados ao vento
Vento traiçoeiro
Não sei se um dia nossos pedaços
Repousarão, pois, sobre chão sólido
Mas por agora, estão separados
E nossas vidas também"
Sei que prometi não ser subjetivo
Mas as lágrimas desenharam os últimos versos
E minha força não pode detê-las.
Não temo mais partir, se não, partir-te
Prometa entender, suportar.
Entretanto, nunca aguarde minha chegada.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Símbolo
Consolo, Felicidade e Esperança.
A mim não pertencem os sonhos
Eu os almejo e os alcanço
E, fielmente, sigo ao próximo
À procura de um novo símbolo.
Eu crio símbolos e os carrego no pescoço
Eles permanecem comigo até que mais uma meta eu cumpra
Assim, me levando sempre ao próximo
Dando continuidade ao meu caminho, minha busca.
Oh, grandioso fim onde não lutarei mais
Onde terei meu tudo
Meu descanso.
Não buscarei
Não haverão símbolos
Metas desvanecerão
Vou descansar num lago de desgosto
E desilusão!
Não, desilusão! Pois sei que os símbolos
Não me abandonarão tão cedo.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Olhos a Ludibriar
Eu vejo(?)
Velhos problemas
Lá de trás e
Velhas bocas os polemizando.
Velhas intrigas
Lá do passado e
Velhos pesos de rancor amargo.
Velhos sentimentos
Lá dos primeiros dias e
Velhas indecisões de emoções.
Novo horizonte
Um profundo e poético superar
E tudo ficou para trás.
Novo caminho
Um olho nos grandes sonhos
E o outro nos que foram destruídos.
Não me parece um superar
Mas sim perece de sentido
Vejo os olhos a fechar
E a mente enganada pelo perigo.
Um Simples Sonho de Lua
Naquela noite
Quando caí no sono
Eu tive um simples sonho de lua.
Era uma noite de lua
Atrás de uma densa nuvem
Alguém a dedicou a mim
E pouco tempo depois
Estava lá ela
Dourada e brilhante
Por completa em sua beleza
Na companhia de diamantes estelares
E de tão longe estava eu
Cavalgando nas montanhas lunares.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Poema Exaurido
Uma palavra
Bem escrita
Bem sincera
Bem sentimental
Bem original
Bem despretensiosa
Bem minha
Bem sua
Bem nossa
Bem assim
Bem assado
Chega a dar
Um cansaço
Extremo
Da mente.
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