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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pássaro negro



Vi um pássaro
em uma árvore
abrindo seu bico
sem poder cantar.

Um ninho curto
sem nenhuma sente
ali no escuro
sem nada enxergar.

O céu, então, clareou
minha alma, com ele,
conectou.

Tornei-me o pássaro
e voei pelo céu.
Livre, finalmente,
do que me acorrentou.

Mas a neve, traiçoeira,
grudou em minhas asas e

C
   A
      I
       ____


Não consegui me levantar.
Não tive forças.

O sol apareceu
a neve derreteu
e alguém me apanhou.

Cuidou de minhas asas,
e quando pude, enfim, voar
decidi ficar. Ter um lar.

E virei humano de novo.
Tirei alguém da solidão.

E o pássaro, de negro,
ganhou cor
e viveu enquanto vivemos.
E morreu, também,
quando morremos.

Por Ron Alon

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A Chave da Era


O homem desconhecido
Com anos e sonhos trancados
Foi chamado para ser a chave
Para abrir a porta de caminhos futuros
Com vidas, sangue e lama.

Cresceu na desolação com fogo
Afim de salvar a nação
E lutar contra todas as outras
Lutar. Contra todas as outras!

Cobriram o coitado com um fardo tal
Que nele era mantido a minha e a sua vida.

É nele que vamos repousar a cabeça
O manto cheio de sangue e lama?

Nossas vidas serão salvas
Nossas vidas serão justificadas
Nossas vidas tomarão valor
Quando um cair por toda uma nação?

E quando toda uma nação
Levantar-se contra outra
Alguém vai sorrir no fim da batalha?
Não nos dirigimos para milhares de velórios? 

Nos dirigimos 
Para o fim de uma Era.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Vivo


vivo loucamente,
as vezes de maneira tão insana,
que não sei como vivo.

vivo perdida, absorta 
na complexidade de meus sonhos;
ou me encontro 
na simples realidade.

vivo profundamente,
as vezes,
vivo tristemente,
felizmente vivo.

vivo confusamente e
contrariadamente,
de maneira que só eu entendo,
ou não.


[Texto por Scarlett]

domingo, 6 de janeiro de 2013

Só se vive uma vez


Vida; unidade de tempo
Breve; mas ainda assim, dura uma vida
Curta; a perenidade é nociva
Longa; é tudo que temos

Desliga as luzes e deixa teu lar
Roda por qualquer desconhecido Boulevard
Tu não sabes o que vais encontrar
Mas sabes que vais te encontrar

Tira um tempo pra quem te quer bem
Copo d’água e afeto não se nega a ninguém
E, se realmente vales mais que vintém,
Ama a teus inimigos também

Tira um tempo e te dedica ao respeito
Se odeias quem não é igual
Eu odeio quem quer ser igual
A graça dessa vida é que ninguém é perfeito

Conhece uma pessoa desconhecida
Salva uma alma perdida
Venha e toma uma bebida…
Sai e vá viver tua vida

Não te pergunta sobre vida após a morte
Pois saiba, que com um pouco de sorte,
Encontrarás teu Norte.

Saiba, que com um pouco de sorte
Haverá vida antes da morte

O Vinho Negro
















Seu olhar puro,
Reflete sua alma
Ficou negro com o passar do tempo
A podridão do mundo te atingiu
Como você pode se deixar influenciar tanto?
Como você pode descer tão baixo?
Me diga o porque de toda essa futilidade!
Por favor me explique!

Como você pode enganar tanto?
Como você pode destruir tais sonhos?
Ele era apenas uma criança

O mundo não o matou,
mas você sim
Volte e desfaça o que fez,
devolva a luz aos olhos dele
e doçura em seu coração
seus olhos tão belos
sorriem para mim novamente

Por MaVi Trecco

Breath No More

O que nos preocupa?
A ponta da espada?
O último suspiro?
A falta de esperança?

Creio que não é a dor
Antes da morte
Mas é a falta dela
Já na eternidade

Não me resguardo da morte
Mas do que ela irá me trazer
A ponta da espada
Não levará minha vida
Levará a esperança

sábado, 5 de janeiro de 2013

Pobre Pienet


Os livros, as cordas, as prateleiras permanecerão
Até Apodrecer

Até quando as cordas estarão empoeiradas
As castas se privarão de cultura
O som sintetizará e modificará
Uma geração expansiva e esmagadora?

Até quando as prateleiras permanecerão intocadas
Completamente empoeiradas?
Se uma porta não é o suficiente
Abra uma janela. Abra outra
Mas deixe o ar agir.

E os livros que voltaram tão rápido às suas prateleiras
De folhas brancas e capas amareladas
Serão eles os feixes de esperança que almejamos
A medida que seguimos ao fim de uma era?

Durante o dia absorvo
Me nutro do bom e do ruim
Após o meu dia escrevo
Peneirando o que me convém
E, com toda a sinceridade, sobram podridões.

E foi por isso que me dirigi à luz.

Pienet